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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Redes sociais e problemas reais


Nos últimos dias a Eletrobrás, para não perder o costume, tem passado horas trollando a face dos acreanos.
A pessoa começa a trabalhar e blum, apaga a luz. Senta, levanta, anda pra lá e  pra cá, a luz acende, tenta de novo e boomg, apagão!
Haja dinheiro para consertar ar condicionado, computador e geladeira que pifa nessas horas.E olha que nem vou falar da paciência...
Achando que tudo isso é pouco, dona Eletrobás ainda curte um pouco mais a nossa face à noite. E vamos conviver com apagão, minha gente, porque suar é para os fracos!!!!
Calor de 39 graus, umidade relativa do ar abaixo dos 30? E daí? Dona Eletrobás não liga, nunca ligou, afinal não é de hoje que isso acontece.
Os tuiteiros do Acre - salve todos! - nunca deixaram de reclamar desse descalabro. É de lei, aliás, a TL  lotar de comentários e críticas
contra a empresa.
O governador do Acre é tuiteiro contumaz e todo mundo sabe disso, né?
Um parenteses: contumaz, sempre, viciados jamais!
O Tião Viana tuiteiro - com todo respeito, naturalmente - viu as reclamações - ele mesmo não deve ter gostado nenhum um pouco da brincadeirinha do acende-apaga (pisca-pisca seu moço da ONS, só no Natal, tá?) e fez o que um governante ligado nas redes faz. Sacou seu blackberry do bolso, ligou para o Ministério das Minas e Energia e exigiu explicações e providências no caso.
Logo em seguida usou o twitter, esse lindo nosso de cada dia, e colocou a boca no trombone com as explicações e cobranças devidas que fez aos capa-preta lá de Brasília.
Amei!
Se a ligação de Tião Viana vai dar resultado não sei, mas sei que me sinto melhor ao saber que alguém ouvenossos gritos aqui nas redes sociais e usa sua autoridade para valer os nossos direitos. É isso aí, people, #tamojunto e  #vqv.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ufac nossa de cada dia


Ando ausente, eu sei. Muito trabalho e coisinhas para resolver.
Prometo voltar à ativa na próxima semana.
Os dias estão lindos no Acre. As noites também. A lua maravilhosa me inspira a ficar quieta, só observando.
Ontem, porém, varei a madrugada acompanhando conversas no twitter e facebook. O motivo? O caso da violência - física e sexual - a uma estudante do 5o. período de enfermagem da Ufac.
Olhar os Trend Topics do Twitter no Brasil e no mundo com a Ufac nas cabeças me tirou o sono e me fez refletir.
Sou formada na Universidade Federal do Acre. Minha irmã é formada em História e está na metade do segundo curso (Nutrição). Meu irmão está concluindo Economia. Os dois trabalham na Ufac. Moramos pertinho do campus no conjunto Universitário, que não tem esse nome a toa.
Apesar de tudo, a Ufac é minha casa acadêmica. Tem seus problemas, mas eu gosto e me orgulho da instituição onde me formei e onde meus irmão estão se formando. Formação essa vital para o nosso crescimento intelectual e profissional.
Só lamento que nos últimos anos o Campus - que na minha época era lugar de alegria, cultura e um movimento estudantil forte e influente - tenha se transformado em um play de barbaridades e sem que nada, ou quase nada, se faça de fato para reverter a situação.
Roubos, furtos e até assaltos são comuns. Quem não se lembra dos assaltos na agência do Banco do Brasil? E dos caixas eletrônicos? Quantas motos já foram roubadas de lá? e Notebooks?
Pois é. Isso sem contar as outras questões administrativas que nem vou entrar no debate (por enquanto). Espero sinceramente que esse fato lamentável e abominável sirva - finalmente - de alerta para que as autoridades e, principalmente, a reitoria e a prefeitura do Campus (é galera, a Ufac tem um prefeito(a)) sirva para que as coisas mudem.
Parabéns aos alunos da Enfermagem, Sistemas de Informação e demais cursos  pelo protesto de hoje. Não entro no mérito da politização (nefasta, diga-se) - ou não - do protesto. Sou solidária aos alunos. Estão mais do que certos. É preciso, sim se insurgir. É necessário, sim exigir explicações da reitoria. É obrigação, sim da reitoria dar respostas ao caso.

Sou um pouco cética sobre isso, mas prefiro ter esperanças. À moça alvo desta violência e à sua família, minha solidariedade, apoio e repúdio na expectativa de que seus algozes sejam presos e punidos como manda a lei. Sim, porque este não é, até onde li e ouvi sobre o assunto ontem e hoje, o primeiro caso de violência sexual contra mulheres no Campus
Vamos em frente...
A luta é de todos!